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Cremego alerta sobre riscos em partos domiciliares

Em nota divulgada nesta segunda-feira, 13, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) faz uma alerta à sociedade e à classe médica sobre os riscos dos partos domiciliares e desaconselha essa prática por não oferecer segurança nem à gestante nem ao bebê. Confira a nota do Cremego sobre o assunto:

Partos domiciliares: alerta

Nos últimos anos em todo o País, vem crescendo a procura por partos domiciliares assistidos por médicos ou por profissionais não médicos. Esse aumento, incentivado pela busca do parto natural e da humanização do atendimento, tem sido registrado também em Goiânia e no interior goiano, o que muito preocupa o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego).

Ressaltamos que o Cremego é totalmente contrário a essa prática, pois entendemos e estudos comprovam que a realização do parto fora do ambiente hospitalar representa um risco desnecessário para a vida e o bem-estar da mãe e do filho. Mesmo que a paciente tenha tido um bom acompanhamento pré-natal e condições básicas de assistência sejam adotadas, intercorrências podem acontecer a qualquer momento: antes, durante e após o parto, comprometendo a segurança da atenção à mãe e ao recém-nascido de forma decisiva para a vida de ambos.

No caso de uma complicação, a opção pelo parto domiciliar pode inviabilizar o socorro adequado e no tempo necessário e o médico envolvido neste procedimento poderá responder pelo seu ato com base nos Artigos 1º, que veda ao médico “causar dano ao paciente, por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência”, e 32 do Código de Ética Médica, que proíbe o profissional de “deixar de usar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente”.

Por isso, consideramos ser imprescindível que esse atendimento seja realizado em um ambiente hospitalar e seguro e desaconselhamos os partos domiciliares. Enfatizamos que a chamada humanização do parto deve estar presente em toda a relação entre o médico, sua equipe e a parturiente e que o parto domiciliar não torna esse atendimento mais humano e, sim, mais inseguro.

Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás

 

 

(Rosane Rodrigues da Cunha/Assessora de Comunicação – Cremego 13/11/17)

 
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