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Representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) e do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego) farão uma visita ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) na próxima segunda-feira, às 9 horas. Eles vão conferir as denúncias de falta de condições de trabalho e atendimento no hospital. Essas denúncias foram apresentadas ao Cremego e ao Simego por representantes dos médicos do Hugo, que desde 26 de dezembro estão em estado de greve em protesto contra a escassez de materiais, medicamentos e pessoal no hospital, a falta de equipamentos, a superlotação da unidade, má remuneração e disparidades salariais entre os profissionais e outros problemas que prejudicam o funcionamento do Hugo. Para o presidente do Cremego, Salomão Rodrigues Filho, a solução urgente desses problemas é essencial para assegurar o bom funcionamento do Hugo e o atendimento aos pacientes. Hoje (4) pela manhã, ele participou do protesto dos médicos da unidade, que se vestiram de preto para denunciar as falhas no hospital. Em seguida, o presidente do Cremego, diretores do Simego e representantes do corpo clínico do Hugo foram até o Ministério Público Estadual, onde denunciaram as precariedades do hospital ao promotor Marcelo Celestino. Os médicos citaram que as péssimas condições de trabalho que enfrentam trazem riscos para a categoria e para a saúde dos pacientes. O cirurgião Salustiano Gabriel alertou que, se nada for feito para solucionar os problemas do hospital, os médicos vão chegar ao ponto de ter que escolher qual paciente salvar. As reivindicações dos médicos foram apresentadas ao secretário Estadual de Saúde, Cairo Alberto de Freitas, na semana passada. Mas, a secretaria não se posicionou sobre o assunto.

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