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O Ministério Público (MP) Estadual deu prazo à Secretaria Estadual de Saúde até 18 de janeiro para a apresentação de propostas concretas para sanar a crise do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). A data foi definida na última terça-feira (8), durante reunião entre o promotor Marcelo Celestino, o presidente do Cremego, Salomão Rodrigues Filho, o presidente do Simego, Leonardo Reis, representantes dos médicos do Hugo e das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde de Goiânia. Na reunião, foram avaliadas as denúncias de precariedade das condições de funcionamento do hospital feitas pelos médicos no final de dezembro e confirmadas pelo Cremego, Simego e MP durante vistoria ao Hugo, no dia 7 de janeiro. Nesta visita, as entidades encontraram o Hugo superlotado, trabalhando com 172% de sua capacidade, uma taxa de infecção hospitalar de 70%, sem os equipamentos necessários, com escassez de medicamentos e materiais e dificuldades para a realização de exames. Um conjunto de falhas que compromete o trabalho dos médicos e afeta a qualidade do atendimento à população. Uma seqüência de fotos, mostrando esse caos no pronto-socorro, foi exibida, no dia seguinte, na reunião no Ministério Público, reforçando a necessidade urgente de uma solução para os problemas do Hugo. O chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Saúde, Pedro Batista, representante do órgão na reunião, culpou a escassez de verbas e a burocracia pela crise no hospital. A falta de propostas claras da secretaria para sanar os problemas do maior pronto-socorro do Estado causou indignação nos médicos e representantes de entidades. O presidente do Cremego, Salomão Rodrigues Filho – na que na véspera do encontro tinha conclamado todas as entidades da área médica, a Associação dos Hospitais, o MP e gestores da área da saúde a se unirem e encontrarem uma solução para a “caótica e gravíssima” situação do Hugo – espera que na reunião agendada para o dia 18, às 9 horas, no MP, a secretaria apresente propostas e um cronograma para resolver o problema. Caso isso não ocorra, segundo o promotor Marcelo Celestino, será instaurado um inquérito para investigar os motivos da não-liberação das verbas, que tem agravado os problemas do hospital.

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