Mercado de ações, juros, renda fixa e estratégias para investir melhor estiveram em pauta na edição de ontem, 17, do projeto Cultura Financeira na Medicina, iniciativa do Cremego voltada à educação financeira dos médicos.
Durante cerca de duas horas, o médico radiologista Marcelo Montandon Júnior apresentou conceitos sobre a Bolsa brasileira, esclareceu mitos e verdades sobre investimentos e explicou o impacto da oscilação dos juros na carteira, além das diferenças entre aplicações em renda fixa e ações.
Estudioso do mercado financeiro e autor de vários livros sobre o tema, Montandon conduziu a palestra em linguagem simples e descontraída e chamou a atenção para um princípio básico: antes de pensar em quanto investir, é preciso aprender a poupar. “É preciso ter disciplina”, aconselhou. Ele também destacou que a decisão sobre onde aplicar o dinheiro deve ser sempre do investidor, e não do banco ou do consultor.
Para quem pretende investir em ações, o médico apontou alguns cuidados: observar a liquidez, fazer aportes regulares, diversificar a carteira e pensar no longo prazo, mantendo os investimentos por, pelo menos, cinco anos.
E quanto da carteira destinar à Bolsa? Montandon recomenda cerca de 10%. “Mas não precisa aplicar tudo de uma vez”, explicou.
O projeto Cultura Financeira na Medicina é aberto a médicos e busca levar informação e orientação de qualidade aos médicos, abordando o planejamento financeiro desde os primeiros passos na profissão.