Com a participação de médicos, acadêmicos de medicina, diretores e conselheiros do Cremego, foi realizada, na terça-feira, 8 de setembro, a primeira reunião aberta da Comissão de Saúde e Espiritualidade do Conselho. No formato online, o encontro aberto a todos os interessados debateu evidências científicas relacionadas ao tema e sua abordagem na prática médica.
Como ponto de partida, os participantes analisaram o artigo “Espiritualidade na prática clínica: o que o clínico deve saber?”, publicado em 2010 na Revista Brasileira de Clínica Médica. O trabalho reúne estudos sobre as relações entre espiritualidade, religiosidade e saúde e aborda a importância de o médico saber identificar quando e como essa dimensão pode ser considerada na assistência, sempre respeitando as escolhas do paciente e os limites éticos e profissionais.
Durante a discussão, a médica Ana Paula Vecchi destacou a importância de analisar o assunto a partir da literatura científica. Segundo ela, estudos mostram que a espiritualidade pode estar associada tanto a efeitos positivos quanto negativos na saúde. Também chamou a atenção para o crescente interesse pelo assunto em eventos médicos, que têm registrado grande participação de profissionais.
O médico Arthur Souza ressaltou o avanço da discussão no meio acadêmico e na assistência e citou a presença do tema na formação médica nos Estados Unidos. Durante a reunião, a médica Luciana Pineli informou ainda que a PUC Goiás deverá incluir a espiritualidade em seu currículo regular a partir de 2027.
A reunião foi aberta pelo presidente do Cremego, Rafael Martinez, que destacou a participação de médicos e estudantes nesta primeira atividade. A Comissão terá encontros mensais, com novos artigos e assuntos indicados pelos próprios integrantes para discussão.
A espiritualidade e suas interfaces com a medicina já foram debatidas pelo Cremego no Fórum de Espiritualidade e também são tema de um episódio do podcast Entre Médicos, que está no ar nos canais do Conselho.