O doutor em Economia e Administração de Empresas, Gilmar Mendes, foi o convidado do Cremego para a live do domingo (2), que tratou sobre a crise econômica gerada pela pandemia de Covid-19.

O especialista, que também é professor associado e pesquisador da Fundação Dom Cabral, relatou que o primeiro problema financeiro causado pela crise sanitária nas empresas foi a falta de crédito, que foi resolvido por verbas destinadas pelo Governo Federal.

Porém, o desafio do momento é a retomada do crescimento do PIB, que só acontece com consumo e investimento. Por isso, Gilmar Mendes afirma que reformar o Estado brasileiro, ou seja, tornar sua influência menor na economia, é essencial para atrair investidores.

“Estamos fazendo agora o que devíamos ter feito no passado, as reformas e a retirada do Estado onde não ele não deve estar. Isso oferece aos investidores padrões de projetos atrativos, como nos de infraestruturas, que são oferecidos pelo Governo Federal com retorno líquido de 8% a 12%”, esclarece.

Mendes baseou essa defesa por um Estado menor com dados do PIB de décadas anteriores. De acordo com ele, o crescimento brasileiro, após 1945, se manteve com uma média de 7,4% ao ano, até 1979. Porém, a partir de 1980, o Brasil cresceu apenas 2,6%, em média, ao ano.

“Nós fizemos a opção de captar recursos internos e investir em infraestrutura por empresas estatais. Não significa que foi errado, mas já devíamos ter tirado o Estado há muito tempo. Criamos um Estado grande e complexo. Já usamos todos os recursos possíveis para protegê-lo, como dívida externa e interna, com consequências de inflação e hiperinflação. Não tem mais nada o que usar, o que falta é reformar”, afirma. Ele também acrescenta que o ambiente é propício, pois a atual composição do Congresso Nacional é a mais reformista dos últimos anos.

Outro assunto debatido foi a ideia de uma renda mínima oferecida à população. Gilmar Mendes também acredita que essa discussão será um bom legado deixado pela pandemia.
A live permanece gravada, na íntegra, no Facebook do Cremego e no canal no Youtube. Confira: bit.ly/3ieC7l1

 

(Texto aprovado pelo 1º Secretário/Cremego 03/08/20)

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