Em comemoração ao Setembro Verde, campanha de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, o Cremego realizou uma live sobre o cenário dos transplantes em Goiás. A transmissão foi feita no último domingo (6). O convidado da ocasião foi o cirurgião do aparelho digestivo Claudemiro Quireze Júnior.

O especialista iniciou sua fala com uma retomada histórica dos transplantes de órgãos, desde as referências presentes na Bíblia, passando pelas diversas técnicas desenvolvidas e até a criação de hospitais especializados nos procedimentos.

Outro destaque feito por Claudemiro foi a atuação do Serviço de Transplante Hepático do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), onde trabalha como médico e professor associado da Faculdade de Medicina da instituição. De acordo com ele, desde 2013, mais de 400 pacientes foram atendidos pela equipe.

Além dos transplantes, os profissionais também realizam treinamentos experimentais, orientação e treinamentos de médicos residentes e organização de eventos.

“Os transplantes são a cereja do bolo do grupo. Porém, entendemos que não somos infalíveis. Não tratamos o transplante com soberba. Temos vitórias, mas perdemos muito. O esforço dedicado tem que ser hercúleo”, afirmou.

Ele explicou ainda sobre outro Serviço de Transplante Hepático, mas do Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi (HGG), onde atua como chefe da equipe. Na instituição, a maior parte da etiologia dos pacientes transplantados envolvem casos de cirrose por hepatite B e C, doença hepática gordurosa e cirrose biliar. Já os doadores são, em grande maioria, homens jovens que sofreram mortes violentas.

Porém, o cenário goiano de doação e transplantes de órgãos, em 2020, não é o mais favorável. “Os tempos atuais não têm sido fáceis para os transplantes em geral e não é diferente para os procedimentos hepáticos aqui. No Brasil, houve uma redução de quase 7% de transplantes de fígado, segundo o Registro Brasileiro de Transplantes. Além disso, dois de nossos cirurgiões se contaminaram pela Covid-19 e dois outros residentes também tiveram que se afastar”, explicou e também acrescentou que até mesmo a quantidade de pacientes que entraram na fila de transplantes diminuiu.

A live foi finalizada com a mensagem de uma paciente transplantada que estava recebendo alta naquele domingo. Para ela, a doação de órgãos não salva a vida apenas do paciente, mas de toda a família dele.

Confira na íntegra pelo canal no Youtube do Cremego: bit.ly/3iaOIG3

 

(Texto aprovado pelo 1º Secretário/Cremego 08/09/20)

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