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“A criação da Ordem dos Médicos do Brasil (OMB) não depende apenas de vontade política”, afirma o presidente do CFM, Edson de Oliveira Andrade. Nesta entrevista, ele alerta que a classe médica não pode ser iludida com promessas vãs, recorda que a proposta de criação da Ordem nasceu e já se desenvolve no CFM e AMB e afirma que as entidades aguardam o melhor momento político para deslanchar o projeto e evitar que ele seja frustrado. Como o CFM avalia a proposta de criação imediata da Ordem dos Médicos do Brasil (OMB)? Em primeiro lugar é necessário lembrar que a idéia e por conseqüência o trabalho na construção jurídica da Ordem dos Médicos do Brasil nasceu e se desenvolve dentro do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira desde quando o Dr. Eleuses Paiva (ex-presidente da AMB) e eu levamos para dentro das nossas entidades esta vontade política de construir uma nova entidade mais forte, resultante da união do CFM e da AMB. Infelizmente, não bastou a nossa vontade até o momento. É possível criar a OMB em apenas um Estado ou em alguns Estados? É obvio que não. Pelo menos na forma e constituição que todos os médicos almejam, ou seja, a junção da capacidade normatizadora, fiscalizadora e judicante do Conselho com a força associativa da AMB. Qualquer promessa neste sentido é equivocada e desprovida de respaldo legal. Precisamos ter responsabilidade e não tentar iludir os nossos colegas com promessa vãs. Que entidades integrariam a OMB? As Sociedades de Especialidades também fariam parte? Sim. Seriam todas aquelas que hoje formam os Conselhos de Medicina e a AMB, incluídas as sociedades de especialidades. Para criar a OMB basta que os dirigentes de entidades tenham vontade política? A vontade política é muito importante, mas infelizmente não basta. A criação de uma entidade nestes moldes exige por força de lei que a mensagem legislativa – porque é preciso ser editada uma lei – seja de iniciativa do Executivo. Qual é o caminho legal e com maior chance de sucesso para a criação da OMB? Como já dito, o caminho legal é buscar no Executivo a mensagem a ser enviada ao Congresso Nacional. Este é o único caminho a ser percorrido. O que falta para que essa proposta se torne realidade? Basicamente o momento político adequado para isto. Em determinado momento do percurso tivemos que fazer uma opção política e estratégica: Caminhar com o Projeto do Ato Médico ou buscar a criação da OMB. Na ocasião, a representação médica no Congresso Nacional foi unânime em nos aconselhar ser melhor e menos arriscado nos concentrarmos no Projeto do Ato Médico. E foi isso que fizemos. O resultado foi que com o trabalho primoroso da Fenam, da AMB e dos Conselhos de Medicina, mas principalmente com destacada e decisiva participação dos médicos de Goiás, tendo a frente o Drs. Eduardo Santana e Salomão Rodrigues Filho, conseguiu-se um decisivo e espetacular voto da senadora Lúcia Vânia pela aprovação do projeto. Atualmente, o projeto se encontra na Câmara dos Deputados com os relatores se manifestando favoravelmente pela sua aprovação. A OMB por si só vai resolver os problemas da classe médica? Nenhuma entidade tem por si a capacidade de resolver os problemas dos médicos, que são muitos e diversos. O que possibilita o sucesso em nossas lutas é a nossa capacidade de estarmos juntos e com o pensamento unicamente voltado para a nossa profissão. Por isso temos trabalhado diariamente. Por outro lado, ficamos fracos e impotentes quando damos mais valor às nossas vaidades. Quando consideramos que os nossos projetos pessoais têm mais valor que as necessidades do coletivo. Quem prega a divisão, ainda que escondido sob um discurso de falsa união, fere mais os interesses da Medicina que aquele que publicamente a ela se opõe. O falso amigo nos fere com a vilania e a covardia, pois abusa da nossa confiança buscando ferir de morte os verdadeiros interesses da nossa profissão apenas para atingir os seus mesquinhos e inconfessáveis propósitos. A criação da OMB foi discutida em 2007 no Encontro Nacional de Entidades Médicas e já tinha sido debatida em 2003 pelo CFM e AMB. A criação da OMB é prioridade das entidades nacionais hoje? Com certeza. Estamos apenas avaliando o momento político mais adequado para deslancharmos o projeto. O CFM, a AMB e a Fenam já vêm trabalhando de forma conjunta e harmônica em defesa dos interesses da classe médica. O que a criação da OMB pode mudar neste trabalho já em execução no plano nacional? Basicamente na otimização de recursos, posto que politicamente, hoje, salvo alguns estertores de vaidade e inconseqüência, as três entidades estão desenvolvendo uma política unitária em defesa do médico e da Medicina. Com a criação da OMB como ficarão os patrimônios (móveis e imóveis), os funcionários e possíveis dívidas da Fenam, CFM e AMB? O projeto possível da OMB não possibilita a inclusão do ramo sindical. Assim, os patrimônios da AMB, das Associações Médicas Estaduais e das Sociedades de Especialidades deverão ser doados ao CFM e Conselhos Regionais e agregado ao patrimônio da nova entidade. Quais são as prioridades de lutas para o CFM, AMB e Fenam para 2008? Buscar uma remuneração mais justa para o trabalho médico. Isto tanto no serviço público quando na medicina suplementar. Concomitantemente investir pesado na educação médica, desde a fiscalização do processo formador quanto na educação continuada para o qual o CFM e os Regionais disponibilizam recursos financeiros para ajudar em eventos científicos, principalmente nas localidades mais afastadas dos grandes centros. Aproveito a oportunidade para convocar os médicos das pequenas cidades de Goiás para que entrem em contato com o Cremego e busquem informações de como fazer um evento científico em sua cidade. Nós iremos ajudá-los. (Fonte: Cremego em Revista – 16)

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