Pela segunda vez, o projeto Cremego em Ação recebeu a médica cardiologista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Ludhmila Hajjar, para tratar sobre a pandemia de Covid-19. Desta vez, foram abordadas as sequelas dos sobreviventes da doença e outras atualidades.

Atuante também como intensivista pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e emergencista pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), Ludhmilla explicou que o agravamento da Covid-19 costuma ocorrer na segunda semana de infecção, quando a doença “sai” dos pulmões e se torna sistêmica. É nessa etapa, segundo ela, que há uma intensificação do processo inflamatório e surgimento das disfunções cardíacas.

“O indivíduo, frente a uma doença sistêmica, necessita de uma reserva cardiovascular e, quando há comorbidades, essa reserva é reduzida”, explicou a especialista. Ela também citou que as sequelas não se restringem apenas às pulmonares e cardiovasculares, mas abrangem o sistema motor, neurológico e até a saúde mental.

Ludhmilla, que também é professora associada de cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e coordenadora da CardioOncologia InCor-ICESP, abordou ainda a forma como o Brasil lidou com a pandemia e criticou a desintegração entre as esferas federal, estaduais e municipais, além do uso inadequado de recursos públicos. “Estamos falando de um país em que a mortalidade nas UTIs privadas foi em torno de 20%, enquanto nas públicas foi de 40%. Essa doença escancarou a desigualdade”, afirmou.

Porém, ela também destacou as consequências boas que surgiram da pandemia, como as doações em parcerias público privadas e a liberação da telemedicina que, segundo ela, não irá substituir o atendimento presencial, mas irá auxiliar na assistência à saúde de populações em lugares de pouco acesso.

Assista a live na íntegra pelo canal no Youtube do Cremego:  https://www.youtube.com/watch?v=RmTo75mKYf0

 

(Matéria aprovada pelo 1º Secretário/Cremego 24/08/20)

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