Superlotado, com a farmácia desfalcada de medicamentos essenciais, com pacientes em espera há mais de 24 horas na emergência e sem condições de oferecer um atendimento seguro à população, o Centro de Atenção Integral à Saúde (Cais) do Bairro Goiá, localizado na região oeste de Goiânia, foi interditado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego). Mas a interdição, que deveria ter entrado em vigor na segunda-feira, 24 de junho, e somente ser revogada após a correção das deficiências que vêm comprometendo o trabalho dos médicos e a qualidade do atendimento prestado aos pacientes, foi suspensa por uma decisão judicial.

O município de Goiânia já havia recorrido à justiça contra a interdição, mas o juiz considerou lícita a ação do Cremego, mantendo a interdição ética, medida que proíbe o trabalho dos médicos na unidade interditada. O município, porém, apelou ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região e o desembargador Daniel Paes Ribeiro suspendeu a interdição, garantindo o funcionamento do Cais, que também não dispõe de Núcleo de Segurança do Paciente, não conta com Comissão de Revisão de Prontuários nem tem diretor técnico.

As falhas que levaram à interdição do Cais Bairro Goiás foram detectadas em uma  fiscalização realizada pelo Cremego no dia 12 de março passado, atendendo a uma denúncia feita ao Conselho que relatava a falta de condições de funcionamento da unidade. Os prazos dados ao município para a correção dos problemas constatados não foram cumpridos e considerando que o funcionamento da unidade oferece mais riscos do que benefícios à população, o Cremego aprovou a interdição.

Contudo, mais uma vez, as falhas foram ignoradas pelos gestores públicos e pela justiça e a unidade segue funcionando em condições precárias, expondo a população a riscos e oferecendo uma assistência sem a qualidade e sem a eficiência esperadas por quem depende dos serviços de saúde.

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(Rosane Rodrigues da Cunha/Assessora de Comunicação Cremego 25/06/19)

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