O uso indiscriminado do polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos estéticos representa um grave risco à saúde. O alerta é do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), que volta a orientar médicos e a população que a utilização do produto para o preenchimento de extensas áreas corporais, como na denominada remodelação glútea e em outras partes do corpo e rosto, é contraindicada e coloca em risco a saúde e a vida do paciente.
Esse alerta vem sendo feito há anos pelo Cremego e por entidades médicas como o Conselho Federal de Medicina (CFM), que, em janeiro de 2025, solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibição do PMMA no Brasil como substância preenchedora.
A utilização da substância fora dos parâmetros estabelecidos pelo CFM pode levar a complicações imediatas e tardias, como a formação de nódulos, irregularidades cutâneas irreversíveis, necroses, comprometimento dos rins, inflamações e infecções potencialmente fatais.
Por isso, o Cremego reitera o alerta sobre os riscos do uso estético do PMMA, que deve ser restrito a correções de pequenas deformidades e em pacientes com lipodistrofia por HIV.