O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) repudia a declaração do médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, veiculada no dia 4 de janeiro no Jornal da Cultura, quando ele classificou a Lei do Ato médico como “uma bobagem” e sugeriu que atividades hoje exclusivas dos médicos sejam delegadas a outros profissionais da equipe da saúde.

O Cremego reconhece a importância do trabalho multidisciplinar na área da saúde, com cada profissão exercendo funções compatíveis com sua formação técnica, e lamenta que um médico proponha que atos da medicina sejam transferidos a outros profissionais com o objetivo de suprir déficits de médicos em unidades de atendimento.

Onde há falta de médicos, essa deve ser suprida com a contratação desses profissionais. O Brasil tem médicos em número suficiente para atender a população. O que faltam são políticas públicas para garantir condições de trabalho e de remuneração que atraiam e mantenham esses profissionais em áreas deficitárias.

O “Ato Médico” foi uma conquista da classe médica, que deve, sim, ser aperfeiçoada e respeitada e nunca ser deixada de lado, sendo substituída por artifícios, como a autorização da “invasão” da medicina por outras profissões ou da entrada no País de médicos estrangeiros sem formação atestada.

Medidas como essa não prejudicam apenas os médicos, mas toda a população que depende dos serviços de saúde.

A classe médica, o “Ato Médico” e os brasileiros merecem respeito!

(Texto aprovado pelo Presidente/Cremego 13/01/23)

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