
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) realizou, na última terça-feira (9), o Curso de Atualização em Processo Ético-Profissional (PEP) para seus conselheiros. Ministrada pelo corregedor de processos do Conselho, Robson Azevedo, a aula destacou o papel institucional da corregedoria na busca por respostas rápidas aos denunciantes e aos médicos. “É inadmissível um processo que leva cinco anos”, frisou o corregedor.
A capacitação detalhou o caminho processual, diferenciando a sindicância do PEP. O corregedor reforçou que o processo ético não presume culpa, mas exige uma apuração rigorosa para embasar o julgamento. “Sem instrução bem conduzida, não há julgamento seguro”, pontuou. A aula abordou ainda a ordem correta das oitivas e a elaboração fundamentada dos votos.
Sobre o papel dos julgadores, Robson Azevedo ressaltou a necessidade de equilíbrio: “A posição do conselheiro deve dosar a empatia para não passar a imagem de um Conselho corporativista. Nem pode ser punitivista. Deve-se buscar o equilíbrio e a imparcialidade. A ética, o Colegiado, a justiça e a responsabilidade institucional devem prevalecer”.
Ao final, a assessora Jurídica do Cremego, Cláudia Zika, e o coordenador do Departamento de Processos Ético-Profissionais, Marcelo Borges, esclareceram dúvidas técnicas. O encerramento foi marcado ainda pelo anúncio do presidente Rafael Martinez de que o Cremego criará um curso de formação prévia para médicos interessados em concorrer nas eleições do Conselho. A ideia é que os profissionais já assumam o cargo devidamente preparados para a função.