A notificação da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia pelo Cremego para a correção das deficiências encontradas na unidade foi tema de nova matéria veiculada pela imprensa goiana. Desta vez, o assunto foi abordado pelo jornal O Popular, nesta quarta-feira, 23 de agosto. Confira:

 

O POPULAR

 

Santa Casa de Goiânia pode ser interditada por falta de material e más condições de trabalho

 

Cremego notificou o hospital, que tem 15 dias para se adequar; médicos chegaram a solicitar que pacientes comprassem remédios

O presidente do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), Leonardo Mariano Reis, assinou nessa segunda-feira (21) um ofício que notifica a instauração de processo de interdição da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia.

Segundo o presidente, o Cremego notificou a unidade de saúde pela falta de material que tem atrapalhado o serviço dos profissionais e colocado os pacientes em risco. “A Santa Casa corre o risco de ser interditada. Notificamos a diretoria, que tem 15 dias para se adequar. Após esse período, uma nova auditoria será realizada e caso o hospital não tenha se regularizado pode ocorrer à interdição parcial ou total”, afirma.

No local, trabalham aproximadamente 540 médicos de diversas especialidades e cerca de 91 médicos residentes. “Nós estamos atuando em defesa das condições de trabalho e da defesa desses profissionais, junto do próprio paciente. Já comprovamos que as condições mínimas não têm sido cumpridas pela Santa Casa”, relata a presidente do Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego).

Os médicos denunciam a falta de materiais e remédios, que vão desde medicamentos para quimioterapia até insumos básicos, como máscara e agulhas. Em alguns casos, para remediar o problema, servidores chegam a pedir para que o paciente compre o material.

Em entrevista ao POPULAR, na última semana, um médico que prefere não ser identificado cita o exemplo das cirurgias urológicas. “Quando vemos que não tem sonda, a gente já pede para a pessoa”, diz. Segundo ele, das oito cirurgias agendadas para o dia 16 de agosto, quatro foram canceladas por não haver material.

A reportagem tem tentado contato com a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia via assessoria de imprensa, mas até o momento não houve retorno.

 

(Rosane Rodrigues da Cunha/Assessora de Comunicação – Cremego 23/08/17)

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