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Durante a Plenária Temática “Ipasgo: Restrições ao Atendimento”, promovida pelo Cremego, na noite de ontem (6), para debater o novo sistema de gerenciamento de internações hospitalares e cirurgias eletivas adotado pelo Ipasgo, o presidente do Conselho, Salomão Rodrigues Filho, cobrou aporte financeiro do Governo do Estado para sanar a crise enfrentada pelo instituto. Atualmente, o Ipasgo deve cerca de R$ 100 milhões aos prestadores de serviços de saúde e uma das formas encontradas pela diretoria do instituto para amenizar o desequilíbrio financeiro do órgão foi a fixação de cotas para internações e cirurgias eletivas. A medida, em vigor desde 20 de outubro,vem gerando muitas reclamações entre os médicos e hospitais, que estão se vendo impossibilitados de assegurar atendimento a todos os usuários do instituto que os procuram. Com a realização dessa plenária, o Cremego procurou intermediar uma solução para o impasse entre os prestadores de serviços, que tiveram seus atendimentos limitados, e a diretoria do Ipasgo, que alega ser a medida essencial, inclusive, para coibir “abusos em pedidos de internação e de exames, principalmente por parte de oftalmologistas e cardiologistas”. Essa declaração do presidente do Ipasgo, Geraldo Lemos, reforçada pelo diretor de Assistência, Bento Xavier de Almeida, que alegou ainda que há médicos transformando internações eletivas em emergência, gerou desconforto entre os participantes da plenária. “Se há casos de abusos por parte de médicos, as denúncias devem ser encaminhadas ao Cremego”, disse o presidente do Conselho, reiterando declarações de outros conselheiros e médicos que participavam da reunião. Ao fazer uma análise da crise do Ipasgo, o presidente do Cremego alegou que a origem do problema está na criação do Ipasgo Saúde, em 2002. O plano possibilitou a adesão ao Ipasgo de agregados e parentes em até quarto grau dos funcionários públicos. E mais: os valores cobrados estavam – e continuam – bem abaixo da média do mercado de planos de saúde. Salomão Rodrigues comparou os valores do Ipasgo e da Unimed – cooperativa médica, que não visa lucra -, em 2004, e observou que o instituto cobrava do usuário na faixa de 0 a 18 anos, por um plano enfermaria, apenas 18,92% do valor cobrado pela Unimed. Hoje, o valor cobrado pelo Ipasgo nessa faixa etária equivale a cerca de 13% do preço da Unimed. “A origem do grande problema que o Ipasgo enfrenta está nessa diferença de valores”, avaliou, ressaltando que as contribuições dos usuários não são suficientes para cobrir os gastos com assistência, cuja elevação é indiscutível. Para sanar a crise, o presidente do Cremego sugeriu medidas, como a exclusão dos agregados ou a atualização dos valores pagos por eles e o repasse de recursos do Estado ao instituto, inclusive para cobrir dívidas históricas que o governo tem com o Ipasgo. “Como o pagamento da área que pertencia ao Ipasgo e foi usada para a construção do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo)”, disse Salomão Rodrigues, que sugeriu também que o governo repasse mensalmente ao Ipasgo 3% da folha de pagamento do funcionalismo, como contrapartida pelo atendimento aos servidores. Alegando que o Cremego discorda das restrições ao atendimento aos usuários do Ipasgo, medida que interfere no trabalho dos médicos, Salomão Rodrigues afirmou que o Conselho vai continuar atento ao assunto e cobrando soluções para os problemas. O presidente do Ipasgo disse que outras medidas estão em estudo para sanear as contas do instituto. Uma delas é a exclusão dos pagamentos dos inativos e dos cartorários do caixa do Ipasgo. O instituto, adiantou Geraldo Lemos, também estuda a limitação da inclusão de dependentes apenas até o terceiro grau de parentesco. Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego) e conselheiro do Cremego, Leonardo Mariano Reis, é importante também reajustar a tabela de contribuições do instituto e que o Estado arque com parte das despesas da assistência aos servidores. Também participaram da plenária o presidente da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, deputado Dr. Valdir; o presidente da Federação dos Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Goiás (Fehoesg) e primeiro tesoureiro do Cremego, Carlos Alberto Ximenes; o presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás (Sindhoesg), José Silvério Peixoto Guimarães, e o coordenador do Cier-Saúde, Paulo Francescantonio. Os promotores Marcelo Celestino e Robertson Alves de Mesquita e o pepresentante do Sindipúblico (representante dos usuários do Ipasgo), Aluísio Carlos Ferreira, foram convidados, mas não compareceram.

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