Boletim Eletrônico Nº 391 13/06/13 

 

PCCV ESTADUAL

 

Marconi Perillo determina agilidade

na implantação do PCCV dos médicos

 

Em reunião com os representantes do Comitê das Entidades Médicas de Goiás (Cemeg), o governador também autorizou a concessão de um bônus salarial aos médicos auditores do Ipasgo e agendou uma visita ao Cremego em 8 de agosto

 

Em reunião na tarde de 11 de junho, com os presidentes do Cremego, Salomão Rodrigues Filho; da Associação Médica de Goiás (AMG), Rui Gilberto Ferreira; e o representante do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), Leonardo Mariano Reis, o governador Marconi Perillo determinou ao secretário Estadual de Saúde, Antonio Faleiros, que acelere os estudos para a implantação do Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV) específico para os médicos do Estado. A criação imediata do PCCV para a classe médica foi uma das reivindicações apresentadas ao governador pelo Cremego, AMG e Simego, instituições que integram o Comitê das Entidades Médicas de Goiás (Cemeg).

 

Durante o encontro no Palácio das Esmeraldas, foi entregue ao governador a proposta de PCCV elaborada pelo Simego, reforçando a reivindicação já feita pelas entidades médicas de implantação do plano, medida considerada fundamental para atrair o interesse e manter o médico no serviço público.

 

Autorizado o pagamento de bônus

aos médicos auditores do Ipasgo

 

Outra reivindicação apresentada pelo Comitê das Entidades Médicas de Goiás (Cemeg) ao governador Marconi Perillo foi o pagamento aos médicos auditores do Ipasgo (Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás) do mesmo bônus salarial que vem sendo pago desde 2012 aos médicos da Secretaria Estadual de Saúde.

“O governador ouviu nossa reivindicação e entrou em contato com o secretário Estadual de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci, autorizando o início imediato do pagamento do bônus aos médicos auditores”, disse Salomão Rodrigues Filho. A bonificação, no valor de R$ 2,5 mil mensais, começa a ser paga agora em junho.

O Cemeg também reivindica a extensão da bonificação a todos os médicos contratados pelo Estado, ativos e inativos.

 

Governador vai visitar o Cremego e

 se reunir com médicos no dia 8 de agosto

 

Na reunião com os representantes do Comitê das Entidades Médicas de Goiás (Cemeg) também ficou acordada uma visita de Marconi Perillo ao Cremego no dia 8 de agosto próximo, às 20 horas. O governador participará de uma sessão plenária especial com as presenças de conselheiros, diretores das entidades médicas e representantes dos médicos. Na ocasião, Marconi Perillo apresentará aos médicos um balanço das ações de seu governo na área da saúde.

 

IMPORTAÇÃO DE MÉDICOS

 

“Governo quer trazer médicos estrangeiros na base do escambo”, diz Caiado

 

O líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (GO), denunciou nesta quarta-feira (12/06) que o governo faz escambo com a saúde pública ao querer trazer 6 mil médicos de Cuba, sem validação de seus diplomas, em troca de acordos comerciais para investimentos de mais de US$ 900 milhões no porto cubano de Mariel e em aeroportos da ilha. Em audiência pública, na Câmara dos Deputados, com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o parlamentar destacou a falta de investimentos e a necessidade de se criar a carreira de médico de Estado, por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 454/2009), de autoria do goiano.

“O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, fez o anúncio do escambo que querem fazer com a saúde pública do País com os cubanos. Por que o governo agora diz que a prioridade é trazer médicos portugueses e espanhóis?”, indagou. Segundo o deputado, o Brasil anistia as dívidas de países africanos para o BNDES continuar a financiar as obras das empreiteiras brasileiras. Em Cuba, não pôde fazer isso. Os cubanos, em contrapartida, ofereceram 6 mil médicos ao preço de US$ 11 mil/mês pelo período de três anos. Medicina não pode se transformar em escambo”, disse o democrata. “Não estão preocupados com a qualificação nem se eles conhecem a nossa realidade”, acrescentou.

Para o líder do Democratas, a solução mais efetiva é a aprovação da PEC 454/2009, que cria a carreira única de médico de Estado. “O ministro Padilha disse que as Faculdades não formam médicos generalistas. Não há como um médico generalista sobreviver com o salário do SUS, com o pagamento de R$ 10 por consulta. Para mudar essa realidade, vamos votar a PEC e os médicos terão condição de exercer a medicina no interior com salários dignos e garantia de aposentadoria”, afirmou. Semana passada, a Câmara instalou a comissão especial para apreciar a PEC. Após essa etapa, a proposição irá a plenário da Câmara e Senado para votação.

“O brasileiro que vive nas grandes cidades é tratado por um médico qualificado, formado, especializado. O cidadão que mora no campo ou no interior tem que ser tratado por um médico que vem de fora, de Cuba, que não sabe nem se fala português, para atender muito mais uma necessidade comercial de empreiteiras do que a realidade da saúde do Brasil”, ponderou Ronaldo Caiado.

Outra preocupação do democrata diz respeito aos números do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área da saúde. De acordo com as promessas da presidente Dilma Rousseff, deveriam ser construídas 8.694 Unidades Básicas de Saúde, ao custo total de R$ 2,2 bilhões. No entanto, até momento foram entregues apenas 962 unidades, com investimento de R$ 250 milhões. O desempenho do PAC para as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) também decepcionam. De R$ 1 bilhão programado, foram gastos R$ 93,55 milhões, o que corresponde a 47 UPAs. (Fonte: Agência Câmara)

 

No Programa do Jô, presidente do CFM

disse que os médicos “não fogem à luta”

 

Em entrevista ao Programa do Jô (Rede Globo) exibido na madrugada do dia 12 de junho, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d´Ávila, disse que os médicos brasileiros “não fogem à luta” e estão dispostos a trabalhar no interior do País. Ao falar sobre a proposta do governo de importar médicos, o presidente afirmou que os profissionais brasileiros estão dispostos a trabalhar no interior desde que sejam oferecidas condições de trabalho e remuneração adequadas.  

Ele observou que atualmente, os médicos que atuam no interior do Brasil enfrentam o calote nos pagamentos e ficam reféns de prefeitos, além de não contarem com condições de trabalho. Segundo o presidente, as entidades médicas têm conversado com o Ministério da Saúde e proposto soluções para os problemas que afetam o Sistema Único de Saúde (SUS) e para melhorar a distribuição de médicos no País. “Mas, parece uma conversa de surdos”, afirmou, ressaltando que as entidades são convocadas para reuniões no Ministério da Saúde, apresentam as propostas, debatem os problemas, mas o órgão parece não escutar o que os médicos têm a dizer.

 

Clique aqui e confira a entrevista

 

 

Boletim Eletrônico – Ano 7 Nº 391 13/06/2013

Edição: Rosane Rodrigues da Cunha – MTb 764 JP
Assessora de Comunicação – Cremego 
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(62) 3250 4900

 

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