Ano 5 252 08/04/11

7 DE ABRIL – PARALISAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS

 

 

Médicos goianos aderem
à paralisação nacional

 

 

Os médicos goianos aderiram em massa à paralisação nacional da categoria, realizada no dia 7 de abril em todo o País, com a suspensão por 24 horas do atendimento eletivo aos usuários de planos de saúde. Nos consultórios, laboratórios, clínicas e hospitais, apenas os casos de urgência e emergência estão sendo atendidos.

            A adesão mostra que os médicos estão unidos e mobilizados contra a defasagem dos valores pagos pelos serviços prestados às operadoras de planos de saúde e contra a interferência dessas empresas na autonomia do profissional. A suspensão do atendimento aos usuários dos planos de saúde, no Dia Mundial da Saúde, foi a forma encontrada pelas entidades médicas para alertar as operadoras sobre essa insatisfação dos profissionais.

            “A paralisação era necessária porque as operadoras vêm, de forma antiética,  interferindo cada vez mais no trabalho médico e os valores pagos pelos serviços estão cada vez mais achatados”, explicou o presidente do Cremego, Salomão Rodrigues Filho. Em Goiás, há cerca de 40 operadoras de planos de saúde, que contam com aproximadamente 7 mil médicos credenciados e 1,2 milhão de usuários.

O protesto dos médicos ganhou destaque na imprensa goiana com a veiculação de dezenas de reportagens em jornais, sites e emissoras de Tv e rádios. Nos dias 6, 7 e 8, o presidente do Cremego concedeu várias entrevistas, alertando a sociedade sobre os motivos da paralisação, que busca não só melhorar a remuneração e as condições de trabalho dos médicos, mas também visa a melhoria da assistência prestada aos usuários de planos de saúde.

Salomão Rodrigues Filho explicou que a paralisação nacional é legal e um alerta às operadoras. O Cremego estima que 6 mil consultas deixaram de ser atendidas em todo o Estado no dia 7. Os médicos foram orientados a remarcar os procedimentos suspensos.

Nesta sexta-feira (8), o atendimento volta ao normal e as entidades representativas da classe médica vão continuar buscando uma negociação com as empresas de planos de saúde. Mas, de acordo com o presidente do Cremego, se não houver avanços nas negociações, o próximo passo pode ser o descredenciamento dos especialistas.

 

Especialistas fazem protesto no Ipasgo

No Dia Nacional de Paralisação, os médicos goianos também fizeram um protesto na porta do Instituto de Assistência aos Servidores do Estado de Goiás (Ipasgo), o maior comprador de serviços de saúde goiano, que conta com 650 mil usuários. Eles protestaram contra o sucateamento da saúde suplementar no Estado.

Atualmente, médicos de quatro especialidades (otorrinolaringologistas, oncologistas, cirurgiões da cabeça e pescoço e cirurgiões gerais e do aparelho digestivo) reivindicam o reajuste dos valores pagos pelo Ipasgo por consultas e procedimentos. A tabela adotada pelo Instituto é de 1992 e não inclui nem mesmo os procedimentos de videolaparoscopia inexistentes à época. Os profissionais reivindicam a adoção da tabela CBHPM 2010.

Para o presidente do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) e conselheiro do Cremego, Leonardo Mariano Reis, a situação da saúde suplementar brasileira é extremamente delicada. “O médico precisa estar cada vez mais atualizado, a tecnologia evolui bastante, entretanto a remuneração está cada vez mais aviltada, principalmente no que diz respeito aos planos de saúde”, afirmou.

Secretário de Trabalho do Simego e II vice-presidente da Fenam, Eduardo Santana, acredita que há uma esperança para o movimento médico brasileiro. “Os médicos de todo o Brasil aderiram a esta mobilização, creio que eles começaram a entender que é preciso lutar por melhores condições de trabalho, e por uma remuneração justa, para dar qualidade ao atendimento aos nossos pacientes”, afiançou Santana.

 

Prestadores de serviços e governador assinam acordo para pagamento de dívida do Ipasgo

 

No dia 7 de abril, representantes dos prestadores de serviços de saúde credenciados pelo Ipasgo e o governador Marconi Perillo assinaram um acordo para a quitação das faturas referentes a serviços prestados em novembro e dezembro de 2010 e a atualização dos pagamentos dos serviços prestados em 2011.

O presidente do Cremego, Salomão Rodrigues Filho, participou da solenidade de assinatura, no Palácio das Esmeraldas. Além do governador, do coordenador-geral do Cier-Saúde, Paulo Luiz Francescantonio, e de diretores das entidades representativas dos prestadores de serviços que integram o Comitê, assinaram o documento o presidente do Ipasgo, José Taveira Rocha, o procurador-geral do Estado, Benedito Torres Neto, e o promotor Marcelo Celestino.

            O acordo foi aceito pelos prestadores de serviços de saúde na assembleia geral da categoria, realizada no dia 4 de abril, pondo fim a 12 dias de paralisação do atendimento aos usuários do Ipasgo. Ele prevê a atualização do pagamento dos serviços prestados em 2011 e o parcelamento das faturas de novembro e dezembro de 2010.

 

O que prevê o acordo

 

Novembro de 2010 – a fatura será paga da seguinte forma: 10% em agosto, 20% em setembro, 30% em outubro e 40% em novembro de 2011.

 

Dezembro de 2010 – pagamento de 10% em fevereiro, 30% em maio, 30% em junho e 30% em julho de 2012.

 

Janeiro de 2011 – pagamento integral em abril de 2011

 

Demais meses de 2011 – devem ser quitados até o 5º dia útil após o pagamento da folha do funcionalismo estadual. Se houver um fato devidamente justificado que impeça o pagamento na data prevista, a quitação deverá ocorrer em, no máximo, 5 dias

 

 

Boletim Eletrônico – Ano 5 252 08/04/11

Edição: Rosane Rodrigues da CunhaMTb 764 JP

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