REUNIÃO MPF 12 05 17

O presidente do Cremego, Leonardo Mariano Reis, e o vice-presidente Aldair Novato Silva reuniram-se na tarde desta sexta-feira (12) com a procuradora da República em Goiás, Mariane Guimarães de Mello Oliveira, para tratar de uma ação que tramita no Ministério Público Federal no Estado (MPF/GO) visando obrigar as maternidades goianas a contratarem enfermeiros obstetras para o atendimento a pacientes durante o parto normal. A presença deste profissional nas maternidades, de acordo com o MPF, contribuiria para a redução da quantidade de cesarianas no Brasil e para melhorar o atendimento às gestantes. 

O Cremego solicitou integrar o inquérito, do qual já faz parte a Associação dos Hospitais do Estado de Goiás (Aheg), representada na reunião pelo secretário Humberto Carlos Borges e pelo assessor Jurídico Waldomiro Alves da Costa Júnior. A solicitação foi protocolada no MPF pela assessora Jurídica do Conselho, Cláudia Zica, que também participou da reunião na qual o presidente e o vice-presidente do Conselho reconheceram a importância da atuação de uma equipe multiprofissional no atendimento a gestantes, mas ressaltaram que o trabalho dos demais profissionais deve dar suporte à atuação médica e ser supervisionado pelo médico.

A procuradora reconheceu a importância do médico no atendimento às pacientes e enfatizou que o enfermeiro obstetra não deve substituir esse profissional, mas complementar a equipe. O presidente do Cremego observou que há uma carência de enfermeiros com formação em obstetrícia, o que dificultaria uma contratação pelos hospitais. Também foram citadas as dificuldades financeiras enfrentadas pela maioria das maternidades, a baixa remuneração dos serviços pelos planos de saúde e a ausência de previsão de pagamento pelo acompanhamento de gestantes por enfermeiros obstetras.

Mariane Guimarães solicitou que o Cremego e a Aheg apresentem sugestões para sanar essas falhas e disse que pretende chegar a um consenso entre todos os segmentos envolvidos sobre a contratação de enfermeiros pelas maternidades. As entidades comprometeram-se a apresentar um levantamento sobre o impacto financeiro da contratação e os valores atualmente pagos pelas operadoras de planos de saúde. Elas também vão estudar uma proposta para a capacitação de enfermeiros na área de obstetrícia.

 

(Rosane Rodrigues da Cunha/Assessora de Comunicação – Cremego 12/05/17 )

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