Boletim Eletrônico Nº 462 18/08/14

Confira a nova edição do informativo “Cremego em Revista”

A versão eletrônica da nova edição do informativo “Cremego em Revista” já está disponível para download e leitura.

Essa edição destaca a eleição do CFM, que será realizada no dia 25 de agosto; a aprovação da Lei número 13.003 e as eleições de outubro deste ano.

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Leia abaixo o editorial do presidente do Cremego, Erso Guimarães.

Mais escolas, mais médicos e menos qualidade na medicina  

 Em julho de 2013, a presidente Dilma Rousseff (PT), com o propósito de dar uma resposta às manifestações populares e aos clamores da sociedade pela melhoria da saúde pública, anunciou a criação do Programa Mais Médicos. O objetivo, segundo o Palácio do Planalto, era melhorar os serviços de saúde e a assistência prestada aos brasileiros. Um ano depois, essa promessa ainda está longe de ser cumprida. 

         Desde que o Programa Mais Médicos foi posto em prática, apesar das denúncias e protestos das entidades médicas, temos visto a contratação em massa de profissionais graduados no exterior e cuja formação tem se mostrado frágil para garantir um atendimento com a qualidade que nossa população merece. Uma fragilidade agravada pela precariedade das condições de trabalho nas unidades de saúde, que não tiveram sua melhoria contemplada pelo Mais Médicos.  

         Como se não bastasse expor a população a essa assistência precária prestada por profissionais com formação duvidosa e em unidades de saúde sem infraestrutura, a irresponsabilidade do Governo Federal põe em risco também a formação de novos médicos e o futuro da medicina no Brasil. 

         Há um ano, também ignorando os apelos das entidades médicas, o governo tem autorizado a abertura de novas escolas de medicina em vários Estados e a ampliação do número de vagas em outras tantas. A meta é formar mais médicos. A justificativa é que faltam médicos no País. 

         Em Goiás, em apenas um ano, dobramos o número de faculdades de medicina autorizadas. Até julho de 2013, eram quatro cursos. Hoje, são oito, sendo que três das novas escolas são particulares e, até o momento, não apresentam os requisitos que consideramos mínimos para o bom funcionamento de um curso de medicina e para a boa formação dos novos médicos. 

          Faltam hospitais escola. Faltam professores qualificados para atender à demanda. Sobram vagas e altas mensalidades, que enriquecem os empresários da educação, enquanto iludem os jovens estudantes. 

         Entendemos que é preciso dar um basta a essa situação. Medicina e saúde não podem continuar sendo moedas de troca em campanhas eleitorais. O Cremego não aceita e a sociedade não pode admitir a abertura indiscriminada de escolas médicas e a formação deficitária de profissionais. Caso contrário, estaremos colocando em risco o futuro de medicina brasileira e a vida de nossos pacientes. 

Dr. Erso Guimarães – Presidente

Boletim Eletrônico  Ano 7 Nº 462 18/08/2014

Edição: Rosane Rodrigues da Cunha – MTb 764 JP
Assessora de Comunicação – Cremego 
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(62) 3250 4900 

 

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